1 de julho de 2008

Metáfora do Golfinho, a carpa e o tubarão

Hoje resolvi repassar uma metáfora que sempre me ajuda nas horas em que me sinto frágil de alguma forma. Do site "METÁFORAS":

Metáfora do Golfinho, a carpa e o tubarão

Uma brilhante metáfora criada por Dudley Lynch e Paul Kordis do Brain Technologies Institute - do tubarão, da carpa e do golfinho.

Existem três tipos de animais: as carpas, os tubarões e os golfinhos. A carpa é dócil, passiva e que quando agredida não se afasta nem revida. Ela não luta mesmo quando provocada. Se considera uma vítima, conformada com seu destino.

Alguém tem que se sacrificar, a carpa se sacrifica. Ela se sacrifica porque acredita que há escassez. Nesse caso, para parar de sofrer ela se sacrifica. Carpas são aquelas pessoas que numa negociação sempre cedem, sempre são os que recuam; em crises, se sacrificam por não poderem ver outros se sacrificarem. Jogam o perde-ganha, perdem para que o outro possa ganhar.

Declaração que a carpa faz para si mesmo:

"Sou uma carpa e acredito na escassez. Em virtude dessa crença, não espero jamais fazer ou ter o suficiente. Assim, se não posso escapar do aprendizado e da responsabilidade permanecendo longe deles, eu geralmente me sacrifico."

Nesse mar existe outro tipo de animal: o tubarão. O tubarão é agressivo por natureza, agride mesmo quando não provocado. Ele também crê que vai faltar. Tem mais, ele acredita que, já que vai faltar, que falte para outro, não para ele!

"Eu vou tomar de alguém!" O tubarão passa o tempo todo buscando vítimas para devorar porque ele acredita que podem faltar vítimas. Que vítimas são as preferidas dos tubarões? Acertou, as carpas. Tanto o tubarão como a carpa acabam viciados nos seus sistemas. Costumam agir de forma automática e irresistível. Os tubarões jogam o ganha-perde, eles tem que ganhar sempre, não se importando que o outro perca.

Declaração que o tubarão faz para si mesmo:

"Sou um tubarão e acredito na escassez. Em razão dessa crença, procuro obter o máximo que posso, sem nenhuma consideração pelos outros.
Primeiro, tento vencê-los; se não consigo, procuro juntar-me a eles."


O terceiro tipo de animal: o golfinho. Os golfinhos são dóceis por natureza. Agora, quando atacados revidam e se um grupo de golfinhos encontra uma carpa sendo atacada eles defendem a carpa e atacam os seus agressores.

Os "Verdadeiros" golfinhos são algumas das criaturas mais apreciadas das profundezas. Podemos suspeitar que eles sejam muito inteligentes - talvez, à sua própria maneira, mais inteligentes do que o Homo Sapiens. Seus cérebros, com certeza, são suficientemente grandes - cerca de 1,5 quilograma, um pouco maiores do que o cérebro humano médio - e o córtex associativo do golfinho, a parte do cérebro especializada no pensamento abstrato e conceitual, é maior do que o nosso. E é um cérebro, como rapidamente irão observar aqueles fervorosos entusiastas dedicados a fortalecer os vínculos entre a nossa espécie e a deles, que tem sido tão grande quanto o nosso, ou maior do que o nosso, durante pelo menos 30 milhões de anos.

O comportamento dos golfinhos em volta dos tubarões é legendário e, provavelmente, eles fizeram por merecer essa fama. Usando sua inteligência e sua astúcia, eles podem ser mortais para os tubarões. Matá-los a mordidas? Oh, não! Os golfinhos nadam em torno e martelam, nadam e martelam. Usando seus focinhos bulbosos como clavas, eles esmagam metodicamente a "caixa torácica" do tubarão até que a mortal criatura deslize impotente para o fundo.

Todavia, mais do que por sua perícia no combate ao tubarão, escolhemos o golfinho para simbolizar as nossas idéias sobre como tomar decisões e como lidar com épocas de rápidas mudanças devido às habilidades naturais desse mamífero para pensar construtiva e criativamente. Os golfinhos pensam? Sem dúvida. Quando não conseguem o que querem, eles alteram os seus comportamentos com precisão e rapidez, algumas vezes de forma engenhosa, para buscar aquilo que desejam. Golfinhos procuram sempre o equilíbrio, jogam o ganha-ganha, procuram sempre encontrar soluções que atendam as necessidades de todos.

Declaração que o golfinho faz para si mesmo:

"Sou um golfinho e acredito na escassez e na abundância potenciais. Assim como acredito que posso ter qualquer uma dessas duas coisas - é esta a nossa escolha - e que podemos aprender a tirar o melhor proveito de nossa força e utilizar nossos recursos de um modo elegante, os elementos fundamentais do modo como crio o meu mundo são a flexibilidade e a capacidade de fazer mais com menos recursos."

Se os golfinhos podem fazer isso, por que não nós?

Achamos que podemos.

30 de junho de 2008

METÁFORA SÍNDROME DE PROCUSTO

Sempre que vejo pessoas preconceituosas ou reacionárias, lembro de uma metáfora que lí no site Golfinho ( vale a pena conhecer este site ). Tô repassando para que outras pessoas a conheçam :

Síndrome de Procusto

Na mitologia grega, um gigante chamado Procusto convidava pessoas para passarem a noite em sua cama de ferro. Mas havia uma armadilha nesta hospitalidade: ele insistia que os visitantes coubessem, com perfeição, na cama. Se eram muito baixos, ele os esticava; se eram altos, cortava suas pernas.

Por mais artificial que isto possa parecer, será que não gastamos um bocado de energia emocional tentando alterar ou "enquadrar" outras pessoas de formas diversas, embora menos drásticas?

Esperamos, com freqüência, que os outros vivam segundo nossos padrões e ideais, ajustando-se aos nossos conceitos de como eles deveriam ser. Ou então, assumimos a responsabilidade de torná-los felizes, bem ajustados e emocionalmente saudáveis.

A verdade é que grande parte dos atritos que existem nos relacionamentos acontecem quando tentamos impor nossa vontade aos outros - quando tentamos administrá-los e controlá-los.

De tempos em tempos, em graus variados, assumimos responsabilidades que não nos pertencem. Tentamos dirigir a vida das outras pessoas, com a intenção de influenciar tudo, desde a dieta até a escolha de roupas, decisões financeiras e profissionais. Tomamos partido e ficamos excessivamente envolvidos, até encontramos ou criamos problemas onde não existem para poder criticar e oferecer conselhos.

É preciso entender que ninguém muda até que deseje fazê-lo, esteja disposto a mudar e pronto, para tomar as atitudes necessárias para efetuar a mudança. E por este motivo que o resultado de nosso "procustianismo" é, contudo, sempre o mesmo. Estamos destinados a fracassar em nossos esforços para controlar ou modificar alguém, não importa o quanto sejam nobres nossas intenções. E estamos destinados a terminar num turbilhão - frustrados, ressentidos e cheios de auto-piedade.

E o que dizer das pessoas que tentamos orientar? Por outro lado, mostramos falta de respeito por seus direitos como indivíduos, privando-as da oportunidade de aprender através de suas próprias escolhas, decisões e erros. Em resumo, nosso relacionamento com aqueles com os quais declaramos nos preocupar profundamente torna-se desarmonioso e forçado.

Permita que os outros vivam sua vida, enquanto vivemos a nossa - viva e deixe viver.

27 de junho de 2008

CAIO FERNANDO ABREU

"E tem o seguinte, meus senhores: não vamos enlouquecer, nem nos matar, nem desistir. Pelo contrario: vamos ficar ótimos e incomodar bastante ainda"

25 de junho de 2008

TEXTO TERAPÊUTICO


TEXTO MARIA DE MELLO

“Temos que aceitar os nossos lados menos elogiáveis, mais mesquinhos, como partes de nosso ser, nossos ´´eus´´ todos . Só assim podemos cuidar deles, curá-los. Temos que parar de fazer de conta que só existe um eu, aquele que se apresenta em público. Aceitar nossas incoerências, incluí-las . Tem um EU legal, coerente, simpático. E tem outro ranzinza, chato, maldoso. Tem um de bem com a vida, como todo mundo gosta de se apresentar. E tem outro de mal com a vida, puto da vida....”


Vamos parar de mentir para nós mesmos.

Forte né ? É isso que eu preciso assumir. Mandar a "Tadinha" que mora dentro de mim embora....Tudo bem que ela não vai ter lugar pra morar. Dane-se. Não dá para ficar abrigando gente que aceita tudo, que não responde, que não se move, que não reclama...Sinto muito, mas a "Tadinha" vai embora.

Vou procurar uma frase de "Martin Luther King" para terminar meu texto.Depois eu volto.

24 de junho de 2008

BLOG MUITO VERSÁTIL

Manifesto do Livro na Mão

livronamao.blogspot.com

"Ao sair de casa, perguntem-se: com que livro eu vou hoje? Nem que seja somente para fazer companhia. Para estar perto dele. Mas anseie por uma conseqüência. Provoque inveja. Abra-o em público. Levante a capa, para que o título apareça. Dê sorrisos. Suspiros. Na hora de pagar a conta no caixa, deixe ele por cima da mesinha, para que o cobrador e o que está atrás de você na fila vejam qual é. No metrô, tente ficar em pé, mais gente vai poder ler. Ande com ele. Deixe-o escorregar de vez em quando, vai chamar a atenção do mais desligado. Trombe com as pessoas. Ofereça, se alguém demonstrar interesse."

Cris Rogerio, idealizadora do Movimento Livro na Mão

23 de junho de 2008

LEILA FERREIRA E ADÉLIA PRADO



Minha amiga Leila sabe das coisas....Hoje, entrei no Blog dela, como sempre, e descobrí um super texto, exatamente sobre o que eu havia pensado há algum tempo.
Foi uma "libertação" para minha alma.

Vou fazer uma "chupança" do Blog dela pra vocês se "libertarem" também.

Fiquei me lembrando do que diz Adélia Prado em um de seus poemas: “Erótico é a alma”. Quando o corpo segue scripts ditados pela mídia e desempenha papéis que ele não reconhece, a alma se ausenta. E sexo sem alma (não confundir com sexo sem amor, por favor) é sexo sem avesso – oco, sem ressonância, sexo de superfície. Nós, mulheres, somos mestras em querer seguir cartilhas. Estamos sempre tentando mostrar serviço – seja na empresa, na cama, na sala ou na cozinha. Parece que temos a necessidade de sermos elogiadas, aprovadas, admiradas – fazer tudo certinho. Quando a libido começa a seguir regras que achamos que devemos respeitar, o leite azeda. Não há nada mais incompatível do que regras e libido. Encenar peças entre quatro paredes pra dar de moderna e impressionar o parceiro (que às vezes nem nos impressionou tanto assim) só vai nos afastar do prazer e de nós mesmas. Aí, pra chegar lá naquele paraíso que a Regina Navarro chama de liberdade sexual, em vez de 15 estações, nós vamos ter que parar numas 105. Se desejo extraviado tivesse programa de milhagem, ainda vá lá. Como não é o caso, melhor deixar o teatro de lado e abreviar o caminho.

Bem que tentei encontrar este poema de Adélia Prado na Internet. Lembro da Adélia Prado no monólogo que fui assistir uma vez, com a Fernanda Montenegro, "DONA DOIDA".
Chorei pra valer.

22 de junho de 2008

"QUASE TUDO"



Passei meu "restante de fim-de-semana" em estado "contemplativo", para não dizer , com preguiça, debaixo de um cobertor e curtindo a família.

Neste domingo, não sosseguei enquanto não terminei de ler a autobiografia de Danusa Leão, "QUASE TUDO". O livro havia sido comprado há quase um ano, mas como eu tenho o meu tempo de ler quando resolvo, sem cobranças, terminei hoje, curtindo cada frase, cada momento.

Danusa tem muito a ensinar para gente, em lição de vida. Acabei encontrando um texto dela , na Internet, chamado "UMA FESTA DENTRO DE MIM".

Achei terapêutico:

Uma Festa Dentro de Mim

Resolvi dar férias para as dores,
tristezas e decepções.
Cansei de ficar reclamando, de achar
culpados para a minha angústia.
Resolvi mandar tudo plantar batatas e decidi:
vou fazer uma festa dentro de mim!
Prá começar eu vou para o espelho
ensaiar o meu melhor sorriso,
vou retirar essas marcas da minha testa,
vou jogar fora essa máscara de dor
que me acompanha há tantos dias,
e preparem-se: eu quero é ser feliz,
quero conhecer pessoas como você que é alegre,
pra cima, alto astral, pra falar a verdade, eu também era assim,
até que uma decepção me jogou para baixo.
Mas, hoje eu não quero falar de tristeza,
quero saber é de coisas boas, quero ir ao cinema,
sabe há quanto tempo eu não vou ao cinema ?
E tem mais, eu vou escolher o filme, chega de "gente"
ficar escolhendo o que eu quero.
Hum ! Acho que vou passar no cabeleireiro antes,
vou pintar os cabelos, cortar umas pontas,
vou me agradar, só para o meu prazer.
Engraçado, agora que eu falei nisso,
sabe que eu estava em um relacionamento
onde eu fazia tudo para agradar a pessoa que estava comigo,
fazia isso, não fazia aquilo para não magoar,
não usava aquela roupa, usava aquele perfume,
tudo para acertar, para manter o "clima",
para fazer o gosto da pessoa e resolveu o quê?
Ganhei um pé no traseiro, e perdi a vontade de viver.
Você sabe onde eu errei ? Hoje eu sei !
Eu errei na hora de anular os meus desejos,
em transferir a minha vida para as mãos de outra pessoa,
e é lógico, quando eu percebi que era o fim,
fiquei sem chão, sem mundo, sem vida.
Mas, hoje é dia de festa
e só para o meu prazer vou tomar um banho demorado,
e vou fazer de conta que
a água do chuveiro é água de batismo
e vou "renascer para a vida".
Sai da minha frente que eu quero viver !!!
Quem quiser que me acompanhe.